Os posicionamentos oficiais da APJor são tomados por consenso entre os seus diretores, seguindo os objetivos e valores expressos no Estatuto Social aprovado na assembléia de fundação da Associação. 

A agência de checagem de informações Aos Fatos foi vítima, na semana passada, de mais um caso evidente de assédio judicial. Um único juiz censurou liminarmente duas verificações da agência, que comprovara a mentira estampada em “reportagens” da Revista Oeste. A APJor vem a público manifestar seu repúdio a essa decisão judicial e sua crescente preocupação com a proliferação de sentenças condenatórias contra jornalistas e reportagens.

Assim não é possível. Além de trabalhar em condições difíceis na Covid-19 – com a exceção óbvia dos profissionais da saúde, os jornalistas compõem uma das profissões mais atingidas pela pandemia –, agora estamos sujeitos à interferência de juízes diretamente na edição do conteúdo jornalístico.

O caso é extravagante porque o juiz em questão critica o “tom agressivo” com que se desnudam matérias em que a revista criticada tem a coragem de apresentar a seus leitores informações manipuladas e distorções deliberadas da realidade.

Onde está, na Constituição ou nas leis do país, algo que diga que um texto jornalístico deve ser ameno? Ou sóbrio? Ou suave? Austero, talvez? Algo que diga que não se pode utilizar o “tom agressivo”? Que não se pode corrigir o que está flagrantemente errado? E, mesmo que estivesse certo, não teria a publicação – ou qualquer cidadão – o direito de criticar, em tom agressivo ou qualquer outro tom?

Cite o magistrado uma lei que seja, um ofício, uma determinação legal qualquer! O direito à informação é consagrado na Constituição. O direito à crítica também é elementar em qualquer democracia.

O paralelo na História é com os censores que, durante parte do período ditatorial no Brasil (1964-1985), tinham assento fixo nas redações para dizer o que podia e o que não podia ser publicado. Mexiam nos textos, cortavam coisas ao seu bel prazer, inviabilizavam a divulgação de tudo que não estivesse de acordo com o figurino do governo militar de plantão.

É preciso colocar um paradeiro nisso. É preciso, urgentemente, que alguma legislação ponha termo à sanha dos senhores magistrados que, na sábia formulação do ministro Ricardo Lewandowski, não devem se meter a “fazer exegese da verve jornalística”. Porque essa “exegese” resulta pura e simplesmente em censura.

Que se restabeleça a liberdade de imprensa e o direito à informação em nosso país!

São Paulo, 3 de maio de 2021

Diretoria da APJor

Saiba mais:

Juiz decide que Aos Fatos não pode mencionar que Revista Oeste publicou desinformação (Aos Fatos)

Juiz determina que Aos Fatos exclua checagens que mostram desinformação da revista Oeste (Folha)

Site de notícias falsas censura agência que comprovou suas fake news (Congresso em Foco)

  • Prestação de contas da Gestão abril de 2019- março de 2021
  • Apresentação do Plano Bianual de Trabalho, Gestão e Orçamento e
  • Eleição da nova diretoria para o biênio abril de 2021 a março de 2023

Data: 13 março de 2021

Horário: das 14 às 17 horas

Local: assembleia realizada virtualmente, no aplicativo Zoom

Associados presentes: 34

Mesa diretora:

Presidente de honra: Milton Belintani (in memorian)

Presidente: Celso Bacarji

Secretárixs: 1 – Cristina Spera        (14h20 – 15h20)

                      2 – Janes Rocha          (15h20 – 16h30)

                      3 – Flávio Carrança      (16h30 – 17h)

 Associados presentes:

  • Adriana do Amaral 
  • Ana Aragão 
  • Antônio Graça
  • Aurea Lopes
  • Beto Gonçalves 
  • Caru Schwingel 
  • Celso Dobes Bacarji
  • Cibele Buoro
  • Cristina Spera
  • Dal Marcondes 
  • Darlene Menconi 
  • Eduardo Micheletto
  • Everaldo Gouveia 
  • Fábio Soares
  • Flávio Carrança
  • Franklin Valverde 
  • Fred Ghedini 
  • Graça Caldas
  • Janes Rocha
  • Jornalista Costa Carregosa 
  • Juliano Carvalho
  • Leda Beck
  • Lia Ribeiro Dias
  • Luiz Nascimento 
  • Luiz Roberto Serrano
  • Magali Cabral
  • Mara Ribeiro 
  • Márcia Marques
  • Medeiros Neto
  • Moacir de Souza José
  • Mônica Paula 
  • Pedro Nastri
  • Ralph Peter
  • Sérgio Buarque de Gusmão
  • Sonia Mele
  • Tida Medeiros 
  • Vicente Alessi Filho 

Secretaria das 14h20 às 15h20

O presidente da APJor, Fred Ghedini, abre a Assembleia Geral Ordinária e assinala que a associação reúne jornalistas de diferentes experiências e pensamentos, respeita as diferenças e sabe ouvir e aprender com o diálogo.

Fred apresenta então os nomes de Celso Bacarji para a presidência da mesa diretora da AGE e Cristina Spera, Janes Rocha e Flábio Carrança para se sucederem na secretaria da mesa, o que foi aprovado por unanimidade.

Celso Bacarji assume a palavra, cumprimenta os presentes e dá início aos trabalhos, primeiro conferindo o quórum dos presentes, com 37 associados reconhecidos pelo aplicativo da conferência virtual. Quórum garantido, o presidente chamou o presidente da APJor para fazer um breve resumo das duas peças a serem apresentadas ao plenário:

  • Relatório da gestão 2019-2021;
  • Plano bianual de Trabalho, Gestão e Orçamento para a gestão abril de 2021 a março de 2023

Entre os pontos abordados por Fred Ghedini, vale ressaltar os seguintes marcos bem-sucedidos da gestão que termina:

  • Primeira campanha de filiação (“50 construtores”), que atingiu (e ultrapassou) a meta de 50 novos associados;
  • Realização de dois seminários internos, em 2019, presencial, e em 2020, digital. No primeiro seminário, em 7/12/2019, não houve relatório. Já as discussões ocorridas no 2º. Seminário, realizado em 5/12/2020, estão sendo consolidadas e serão base para a edição de uma primeira publicação em formato de e-Book da APJor, sobre o conselho (profissional ou de jornalismo).
  • O conteúdo do seminário de dezembro/2020 está no site da APJor;
  • Intervenção e/ou articulação com outras entidades de jornalistas para ações conjuntas em defesa de condições de trabalho, de liberdade de expressão, de obtenção de receita pelos jornalistas na forma de direitos autorais e contra o assédio judicial;
  • Participação no movimento Conteúdo Jornalístico Tem Valor, sobre a remuneração das empresas jornalísticas e dos jornalistas, por meio de PL específico, com base na legislação de direito autoral; será apresentado como substitutivo ao PL 4.255, com apoio de seu autor, o senador baiano Ângelo Coronel (PSD);
  • Participação no movimento Jornalistas vs. Assédio Judicial, que se iniciou com a formação do grupo Amigas e Amigos do Nassif, em fevereiro de 2021, com a participação de profissionais de seis diferentes profissões – além dos próprios jornalistas – e resultou na preparação de um manifesto, uma Vigília pela Vida e Pela Liberdade, além de outras iniciativas para o SETE de ABRIL, Dia Mundial da Saúde e Dia do Jornalista, com a participação de dezenas de organizações e movimentos dos jornalistas, das demais profissões e de outros setores da sociedade.

Na sequência, a vice-presidente Caru Schwingel apresentou a perspectiva dos projetos desenvolvidos para dar visibilidade e promover o amadurecimento da APJor. Caru destacou os seguintes projetos:

  • Antes da pandemia, realização de eventos presenciais, com destaque para rodas de conversa e cursos de formação interna;
  • Reformulação do site, feita entre 2019 e 2020;
  • Em virtude da pandemia, o grande evento presencial que a APJor organizava para 2020 foi transformado numa série de eventos digitais transmitidos ao longo de 2020;
  • Criação do Boteco da APJor (encontros virtuais para socialização dos participantes da APJor, a cada última sexta-feira do mês);
  • Criação do Boteco APJor, programa de entrevistas realizado no StreamYard e transmitido ao vivo pela página da APJor no Facebook e pelo canal da entidade no YouTube a partir das 16 horas, às quintas-feiras, semana sim, semana não, com a participação também de não associados, para discutir a profissão e o profissional com jornalistas convidados. O Boteco APJor é depois impulsionado no FB e tem trazido boa audiência para uma iniciativa da Associação;
  • Criação da secretaria-executiva, para cuidar da execução de tarefas e projetos definidos pela Diretoria;
  • Funcionamento de Grupo de Trabalho de Redes Sociais para preparar uma proposta a ser apresentada à Diretoria sobre a presença da APJor nas redes sociais;
  • Apoio de assessoria de imprensa, por Mara Ribeiro;

 passou a presidência da assembleia para Cristina Spera e comentou as ações de comunicação da gestão que se encerrava.

  • Celso destacou que a área de comunicação é a mais importante para a APJor atingir seus objetivos;
  • Ressaltou a produção de conteúdo para o site, com uma equipe que se reúne semanalmente para discutir a pauta e colaboradores que garantem textos de qualidade e de interesse dos associados;
  • Comentou que, todavia, faltam colaboradores para dar conta de todas as pautas. Fez apelo para que os associados que disponham de algumas horas por semana possam se dedicar a escrever matérias para o site;
  • Graça Caldas sugeriu, então, que se fizessem acordos com escolas de jornalismo para que estudantes estagiassem no site;

Mara Ribeiro, diretora financeira, apresentou o balanço financeiro da gestão.

  • Resultado positivo de R$ 114,00, em 31/12/2020.
  • A conta bancária da APJor saiu do Banco Itaú e foi para o Sicredi, que oferece taxas de serviço mais baratas;
  • Por enquanto, não é possível para a APJor abrir conta em um banco apenas digital (que não cobra taxas) porque estas instituições só trabalham com PF e MEI;
  • Caru Schwingel e Everaldo Gouveia sugeriram que o ano fiscal e o ano de gestão fossem alinhados, para que a prestação de contas coincidisse com o término da gestão (agora, esta contabilidade segue o ano fiscal legal brasileiro, de janeiro a dezembro);
  • Ficou para uma próxima reunião de diretoria verificar se é possível antecipar o fim do mandato da gestão que ora assume a APJor, para alinhar ano fiscal com fim de mandatos;
  • Relatório foi aprovado pelo plenário.

_________________

  • Foi anexado a este relatório o RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2019 -2020, apresentado pela Diretoria à Assembleia, assim como os balancetes relativos aos dois anos fiscais.

Relatorio_APJor_2019_2020.pdf

(anexar os balancetes fiscais 2019-2020)

MUDANÇA NA SECRETARIA DE MESA

Sai Cristina Spera; entra Janes Rocha (das 15:20 às 16:30)

Finalizada a prestação de contas da gestão 2019-2021, Fred Ghedini inicia a fala de apresentação da chapa, começando pela origem da associação. Relatou os obstáculos e desafios enfrentados para o desenvolvimento da instituição, entre eles:

  • Mudanças na profissão (“tsunami”), incluindo perda de salários, declínio ininterrupto das condições de trabalho;
  • Reivindicação de que jornalistas e empresas recebam pela distribuição de notícias pelas redes sociais;

Sugeriu dois pontos de “ataque”:

  • Compreensão do papel da pesquisa e dos estudos;
  • Intervenção, com acento forte na articulação, porque os jornalistas precisam se fortalecer e isso só é possível trabalhando junto com as outras organizações de jornalistas – necessidade de ampliar as parcerias da APJor com outras entidades, o que já vem sendo feito desde o início (preparação anual do Dia do Jornalista; reuniões buscando o conhecimento recíproco entre as entidades; participação em eventos realizados pelas outras organizações).

Além disso, levantou a necessidade de revisão da regulamentação (DL 972) que hoje diz muito pouca coisa sobre a profissão. Opinou que a saída é unir os jornalistas. Assim, ele considera que o desafio imediato da gestão vindoura é  realizar parcerias com outras organizações, como ProJor, ObjEthos (ética jornalística, de Santa Catarina), as organizações representativas (Fenaj; Sindicatos; ABI etc.), as redes de jornalistas (RBJA, Jeduca e ComCiência, entre outras), inclusive com organizações internacionais que podem contribuir para o entendimento do que seja um conselho, um colégio ou uma ordem.

A equipe que se candidata à nova gestão: “São as pessoas certas para superar situações difíceis, na situação em que estamos vamos encontrar muitos ânimos exaltados” (Fred Ghedini).

Celso Bacarji apresenta a área de comunicação e seu principal desafio que sempre foi e continua sendo o de encontrar mais associados dispostos a assumir o trabalho cotidiano de manter o site, a presença da APJor nas redes sociais e a comunicação interna. Em seguida, passou a palavra para Cris Spera, que apresentou a análise de conjuntura, começando pelo histórico e origem da APJor. Principais pontos:

  • Apjor hoje tem 58 associados e está retomando o debate público sobre o conselho;
  • A reorganização da extrema direita intensificou os ataques ao jornalismo e aos jornalistas e promoveu o avanço das indústria da mentira;
  • Hoje há novos espaços para os jornalistas buscarem autonomia;
  • Corporações de tecnologia, por serem monopolistas, absorvem o mercado publicitário e trazem degradação ao trabalho;
  • Jornalistas autônomos podem trazer iniciativas próprias para ser parceiros da APJor.

Plenário aceita proposta de Celso Bacarji de limitar o tempo de fala de cada pessoa em 3 minutos.

Fred é o próximo a ter a palavra e inicia apresentação sobre o projeto de criação do conselho fazendo um resumo histórico – lembrou que esta questão de conselho profissional já esteve em debate no Brasil em diferentes ocasiões desde 1908, quando da criação da ABI. Foi retomado nos anos 1940, na própria ABI, no início dos anos 1950, em duas Conferências Nacionais de Jornalistas e em 1986, na gestão do ex-presidente Gabriel Romeiro, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, com a ideia de criação da Ordem dos Jornalistas do Brasil. Na época, Vicente Alessi, associado presente à AGO,  ficou responsável por levar a proposta ao Congresso Nacional dos Jornalistas naquele ano. A proposta não foi aprovada pelo Congresso Nacional dos Jornalistas na ocasião, o que só viria a ocorrer em setembro de 2000, em Salvador (veja histórico sobre o CFJ, na Fenaj, em https://fenaj.org.br/historia-do-conselho-federal-dos-jornalistas/) em que falta a discussão sobre a proposta da OJB nos anos 1980).

Principais pontos:

  • Necessidade de conscientizar toda a categoria de que esse é um problema de todos. Enquanto for visto como questão da APJor, não existirá (já existe um acordo prévio com a Fenaj pela retomada pública do debate em 2021). A alternativa é unir as organizações de jornalistas existentes e um grupo grande dos próprios profissionais em torno do debate e, posteriormente, da construção do conselho;
  • As empresas jornalísticas não querem discutir o tema do conselho;
  • Um movimento que debata esse tema tem que fluir para um congresso (ou uma conferência nacional) de jornalistas nos próximos anos.

Trechos dos comentários à apresentação do Fred vão a seguir:

Para Graça Caldas, nesse momento de desinformação e fake news é fundamental ir além dos jornalistas; pesquisas apontam retomada da credibilidade, a ideia do conselho/colégio/ordem é interessante desde que a gente abra para a sociedade civil.

Luiz Roberto Serrano realçou a bandeira do jornalismo como defesa da democracia em todos os campos. Frisou que as novas tecnologias abrem oportunidades de trabalho para jornalistas (blogs, vlogs, redes sociais etc.), mas também destroem direitos trabalhistas nas grandes empresas. Para ele,  os grandes desafios da APJor e dos jornalistas são: analisar como as iniciativas fora da grande mídia podem ter suporte econômico; como aproveitar outras formas de criar um espaço informativo; como definir quem é jornalista nestes novos espaços informativos. 

Ana Aragão concordou que temos que aproveitar esse momento em que se esboça uma manifestação favorável da profissão que vem de uma fase muito difícil.

Márcia Marques considera imprescindível levar em conta, neste debate, as plataformas digitais e as mudanças que elas estão promovendo nas empresas. Ela também propôs trabalhar com a questão do lawfare (suas implicações para os jornalistas) e em parceria com o grupo Jornalismo Tem Valor, porque tal grupo atua num ponto extremamente importante para os jornalistas no momento, que é a possibilidade de viabilizar economicamente a atividade profissional. Pensando em termos de organização em rede, Márcia propõe à APJor buscar um cluster com o qual se alinhe para ampliar a rede em torno de temas comuns.

Um dos integrantes na nova chapa, Fábio Soares, segue com a apresentação do Plano Bianual, tratando da nacionalização da APJor, cujo objetivo é levar a discussão sobre o conselho para várias regiões do país, proposta que surgiu na gestão anterior. A meta é atingir 90 associados até o fim de 2021 e 150 associados até o fim de 2022.

Caru Schwingel comentou que a gestão 2019-2021 conseguiu atingir e superar a meta de 50 construtores e, depois, trabalhou questões internas da APJor. Para ela, é importante crescer em termos nacionais, definir estratégias e envolver os associados.  

Fred menciona o perfil de associado que a APJor precisa buscar: profissionais que estejam estudando o jornalismo e os jornalistas, que possam contribuir para a formulação de propostas – ou que tenham um grande interesse em compreender e debater as mudanças por que passa o jornalismo –, assim como lideranças, capazes de contribuir no fortalecimento dos movimentos criados pelos próprios jornalistas e na articulação com suas organizações e com os setores da sociedade que compreendem a necessidade do jornalismo para a democracia.

Leda Beck comenta outro tema do Plano Bianual de Trabalho, Gestão e Orçamento, que é a articulação dos associados com outras entidades, destacando os principais aspectos desta atividade:

  • Promover engajamento dos associados nos debates do conselho, com a realização de debates semanais ou mensais;
  • Aproveitar os professores entre os associados para promover cursos de formação e aperfeiçoamento e gerar alguma receita para a associação;
  • Marlene ficou de fazer pesquisa, buscar professores para trazer sugestões

Paralelamente,  e lembrando a intervenção de Graça Caldas sobre a utilização de estudantes para contribuir com o conteúdo do site, Caru fez uma observação no zap do grupo. Ela se dispõe a liberar um projeto já pronto, de sua autoria, de parceria entre um veículo de jornalistas profissionais de SP com estudantes de Jornalismo do Brasil todo, chamado Rede de Conflitos na Universidade.  

Luis Roberto Serrano estimulou que se traga para este projeto de articulação não apenas professores universitários, mas jornalistas com muitos anos de prática profissional, pois têm muito a acrescentar aos jovens.

Na sequência, Márcia Marques defendeu que a APJor faça uso da expertise do nosso grupo; ela mesma tem estudado e escrito sobre a articulação da sociedade em redes e poderia oferecer uma parte dos cursos sem cobrar. A sua parte no custo do curso entraria na conta do projeto como contribuição. É possível também pensar em parcerias com sindicatos para bolsas. Entre os participantes dos cursos, poderiam existir aqueles que se tornariam associados.  

Graça Caldas alertou para a necessidade de se realizar uma campanha de esclarecimento (nas faculdades e entre os jornalistas também), sobre as diferenças entre conselho, ordem, fórum, autarquia e outras formas de organização, para que o público-alvo da APJor compreenda porque queremos um conselho.

Leda Beck, então, resumiu o projeto de articulação:

  • Unir APJor e outras entidades, organizações e movimentos de jornalistas, porque essa é a única maneira de dar início a um debate nacional sobre a ideia do conselho;
  • Apoiar o Movimento Jornalismo Tem Valor e o texto a ser transformado em substitutivo ao PL do senador Ângelo Coronel (PL 4.255, do Senado) propondo remuneração do trabalho dos jornalistas e das empresas jornalísticas nas plataformas digitais, por meio de direitos autorais. No nosso projeto, o pagamento é compartilhado em partes iguais entre a empresa e os repórteres que produzem a matéria;
  • Continuar participando e incentivando a construção da Rede de Proteção aos Jornalistas e comunicadores.

Caru Schwingel comenta, após a apresentação de Leda Beck, a participação da APJor em algumas iniciativas em defesa dos jornalistas e da liberdade de expressão.

  • Articulação, durante 2018, 2019 e 2020, com organizações representativas de jornalistas e de comunicadores, sob a liderança do Instituto Vladimir Herzog (IVH) para, entre outras atividades, contribuir com a realização dos dois encontros realizados em dezembro de 2018 e 2019, com gente que sofre perseguições (ameaças, ataques e até assassinatos), no qual foram definidas ações e metodologias de defesa e enfrentamento da situação. Em 2020, os debates continuaram em um grupo específico do aplicativo Signal. Em 2020, o IVH informou que estava praticamente acertada a verba necessária para dar os primeiros passos na estruturação da Rede de Proteção a Jornalistas e Comunicadores e que em 2021 deveria haver um avanço na concretização da iniciativa. Leda complementou que foi articulada uma reunião de advogados de defesa de jornalistas para trocar informações e trabalhar pro bono em favor dos jornalistas ameaçados e sem condições de contratar seus próprios defensores.
  • Jornalistas vs. Assédio Judicial – subgrupo do Amigos do Nassif, que está sendo vítima de assédio judicial e corre risco de fechar seu Jornal GGN. São várias indenizações por danos morais desproporcionais, censura e até bloqueio de recursos vindos de aposentadoria (o que a lei veda) e outras decisões extremas de juízes de primeira instância e até de tribunais e seus desembargadores.
  • Elaboração de um dossiê técnico e de matérias jornalísticas que estão sendo publicadas no site da APJor (e continuarão) sobre os casos de assédio judicial e perseguição a jornalistas, com encaminhamento a juristas para solicitar ao Conselho Nacional de Justiça a elaboração de uma normativa que ponha freio aos processos em 1ª instância. A iniciativa tem apoio, além da própria APJor, da ABI, da Fenaj, de vários juristas, juízes, procuradores, promotores e advogados reunidos no movimento Amigas e Amigos do Nassif e foi planejado como uma das iniciativas que integram o movimento por um SETE DE ABRIL memorável no ano de 2021.

Luiz Roberto Serrano argumenta que o fundamental, nessa ação de juízes sobre jornalistas, é impedir a aplicação de multas/ indenizações, porque elas tornam inviável a sobrevivência de pequenas iniciativas de jornalismo independente, como blogs.

Dal Marcondes propõe que a APJor se torna uma “entidade pensante” (um think tank) do futuro do jornalismo. Para tanto, defende que seus associados desenvolvam conteúdos de inteligência para subsidiar o debate, seja como APJor, seja em conjunto com movimentos aliados.

Para ele, a geração de conhecimento, que pode ser chamada de “inteligência”, deve ser a atividade permanente da APJor, divulgada no site e nas suas redes sociais. O projeto de geração de inteligência deve extrapolar a discussão da luta de jornalistas vs. empresas jornalísticas, terreno de atuação específico dos sindicatos e da Fenaj.

Dal justifica a utilização de redes digitais com base nos resultados de pesquisas, que mostram a penetração desses novos formatos de jornalismo na juventude, que prefere se informar por meio de blogs, redes de mensagens como o WhatsApp – entre outras – e sites, em vez de jornais e revistas impressos. Sob esta realidade, Dal afirma que os jornalistas enfrentam outro desafio, que é a decisão sobre a hierarquia das notícias. Antes do mundo digital, os jornalistas tinham o poder de escolher o que era importante. Agora, as informações fluem em redes e em formatos caóticos. Os jornalistas, então, precisam conhecer melhor esse ecossistema e como as notícias circulam pela sociedade fora da bolha que ocupamos para poderem se manter essenciais à democracia e à sociedade.

Graça Caldas apoia a ideia de transformar a APJor em “entidade pensante”: atuar de forma parecida com o grupo “Coalizão e Sociedade”, pesquisadores da área de Biologia e Ecologia. Seus integrantes têm produzido textos curtos sobre múltiplas temáticas em momentos oportunos. A APJor pode fazer o mesmo e, assim, com intervenções pontuais, divulgadas na mídia em geral ou em espaços públicos, marcar sua posição e tornar-se mais conhecida.

Graça também lembrou que o pesquisador Benedito Medeiros participa da Rede de Pesquisa Jornalismo e Tecnologias Digitais (JorTec).  A JorTec reúne 33 pesquisadores de diversas universidades públicas e privadas, com a finalidade de produzir pesquisa aplicada, inovação e experimentação, visando à distribuição de conteúdo jornalístico por plataformas comunicacionais.  

A chapa da nova diretoria é eleita por aclamação e a assembleia encaminha-se para o seu encerramento.

Dal Marcondes propõe que a próxima gestão dedique parte do seu tempo para estudar os modelos de negócio que vêm sendo adotados pelo ecossistema paralelo às grandes empresas de comunicação, que são as iniciativas digitais de jornalismo. “Jornalista precisa pagar as contas com o seu trabalho”, enfatiza ele.

Beto Gonçalves aponta uma certa passividade dos associados na aceitação das coisas como elas se apresentam no que diz respeito ao avanço e aos males das tecnologias digitais. Para ele, as transformações são bem-vindas, mas podemos escolher aquelas que queremos e lutar para que as não tão boas não se estabeleçam como norma de conduta ou parâmetro para a sociedade. As redes sociais provocaram o caos na maneira como a informação circula e não temos obrigação de aceitá-las da forma como são enfiadas goela abaixo das populações de praticamente todos os países, mundo afora. Para ele, o desafio da APJor é não se acomodar à situação, não aderir simplesmente às redes, mas enxergar para além do caos, apontando para uma reinvenção, uma readaptação. É possível agregar ao jornal impresso os modelos digitais de conteúdo, sem destruir conquistas sociais e as vidas das pessoas e das famílias. O The Guardian vem fazendo isso.

Terminadas as inscrições, o presidente da Assembleia, Celso Bacarji,  submete a votação a chapa apresentada. A seguir, declara a chapa APJor Nacional eleita por aclamação e dá posse aos eleitos para a DIRETORIA – Fred Ghedini, presidente; Leda Beck, vice-presidente; Mara Ribeiro, diretora administrativa-financeira; Cris Spera, diretora suplente e Fábio Soares, diretor suplente, assim como para o CONSELHO FISCALIZADOR DA GESTÃO, integrado por Dal Marcondes, Caru Schwingel e Pedro Nastri – efetivos – e Everaldo Gouveia, suplente.

Em seguida, Celso Bacarji passa a palavra ao presidente reeleito, Fred Ghedini, para sua fala final.

Fred Ghedini diz que as propostas do Plano Bianual de Trabalho, Gestão e Orçamento (ver anexo Plano Bianual de Trabalho 2021-2022.pdf) foram enriquecidas com as intervenções dos associados e debates que ocorreram, agradece a participação expressiva na Assembleia Geral Ordinária – 64% dos integrantes da Associação – e lembra que os desafios propostos serão necessariamente enfrentados por todos os associados. Ressaltou que notou amadurecimento da associação no último período, com a chegada de associados que acrescentaram muito em força e conhecimento.

Sobre a questão do conselho (de jornalistas ou de jornalismo), Fred pondera que não é mais possível pensá-lo como uma organização hierarquizada, segundo o modelo de organizações da era industrial, mas como uma instituição contemporânea, em sintonia com a necessidade de se trabalhar em redes, mas com os valores da profissão, de busca da verdade, da apuração com consistência e qualidade.

Terminada a fala de Fred Ghedini, o presidente da mesa Celso Bacarji declarou encerrada a Assembleia Geral Ordinária da APJor.

 

Relatório AGO – versão PDF

 

No transcorrer de 2019 para 2021 a APJor transita de uma organização “em construção” para uma organização que sabe o que quer e está em busca dos meios necessários para realizar seus objetivos.

O período de dois anos que se encerra com o final da gestão APJor Viva, quando cumprimos o objetivo de sermos 50 construtores da Associação, só não foi mais rico por causa da pandemia associada à desastrosa gestão do país pelo grupo do presidente da República e sua perseguição a jornalistas e ao jornalismo que cumpram seu papel de apurar e mostrar as mazelas do poder.

O agravamento da pandemia e a demora para se visualizar uma solução acabou por drenar muito de nossa energia para realizar em 2020 as ações previstas pela gestão. Simultaneamente, nossa atenção permaneceu em 2020 muito voltada para a defesa dos colegas ameaçados e para os problemas que, em um governo respeitador da democracia, não existiriam.

Apesar das limitações, nesse último ano, superamos a meta das 50 construtoras e construtores da APJor. Reformulamos e mantivemos o site da Associação com material de boa qualidade jornalística. Criamos um momento de socialização para os associados, por proposição da diretora-administrativa, Mara Ribeiro, na última sexta-feira do mês, o Boteco APJor. Desde aí, por proposta e iniciativa da associada Cecília Queiroz, lançamos um programa em vídeo na internet, o BOTECO APJor, de entrevistas com jornalistas, que já produziu dez edições desde novembro do ano passado.

Contudo, a atividade mais importante – porque diretamente ligada a uma das nossas razões de existir que é o conselho de jornalistas ou de jornalismo – foi o seminário de 5 de dezembro em que, pela primeira vez, conseguimos fazer, gravar e preparar um relatório final sobre o tema.

Contudo, as atividades mais importantes – porque diretamente ligadas à razão da criação da APJor, que é a construção do conselho de jornalistas (ou jornalismo) – foram os seminários internos para os associados se apropriarem das questões e discutirmos o formato de conselho que desejamos construir. Em 2020, conseguimos também preparar um relatório final do seminário.

Importante ressaltar que em 2019 realizamos debates sobre os demais conselhos profissionais, como parte da estratégia de retomar a discussão social sobre um conselho e dos associados se apropriarem de conhecimentos sobre os tipos de conselhos profissionais, suas ações e representatividades. Participamos de eventos onde apresentamos a APJor, bem como continuamos com as Rodas de Conversas, iniciadas em 2017.

Nossa intervenção política na profissão

 

A APJor é uma das organizações organizadoras da Rede de Proteção a Comunicadores, junto com o Instituto Vladimir Herzog, Abraji, Coletivo Intervozes, Repórteres Sem Fronteiras e Artigo 19, e teve importante papel de articulação com as entidades representativas do Jornalismo, como Fenaj, Sindicato de São Paulo e ABI.  

Também a APJor tem hoje participação no movimento Conteúdo Jornalístico tem Valor e na articulação de uma reação da categoria e das forças democráticas do país ao assédio judicial de magistrados e outros operadores do direito a jornalistas, com a intenção de calar suas vozes, principalmente dos que atuam fora da mídia corporativa. A presidência da APJor e vários associados participaram do movimento Amigos e Amigas do Nassif, e de seu derivado o Jornalistas Vs. Assédio Judicial, que reúne diferentes organizações de jornalistas e profissionais.

As iniciativas da APJor na área da intervenção têm sido feitas em conjunto com outros organizações de jornalistas, principalmente as representativas da categoria, como são a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os sindicatos, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) e o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, dentre outras.

Nosso objetivo específico, nesses casos, tem sido fortalecer e abrir caminhos possíveis de avanço da organização autônoma dos jornalistas profissionais. Com um viés que é a necessidade de união para enfrentar os grandes desafios que se apresentam para os jornalistas e para a democracia brasileira.

A Gestão APJor Viva foi eleita na Assembleia Geral realizada em 23 de março de 2019 na AGS4 Offices em São Paulo/SP com a participação de 18 associados e cinco não associados. Durante a Assembleia, foi apresentado um Caderno de Textos contendo as ações e a prestação de contas da diretoria da Gestão 2016/2018 e os projetos para a nova gestão.

Um dos primeiros trabalhos da nova gestão foi a CAMPANHA dos 50 “Construtores da APJor”. Pedimos aos associado(a)s que indicassem nomes de colegas que considerassem fundamentais para estarem na Associação.

Com as indicações sugeridas, demos início aos convites, que contou com mensagens via e-mail e contatos telefônicos realizados pelo Fred Ghedini, presidente da APJor. No texto, o(a)s jornalistas foram convidados a serem os iniciadores do debate sobre a nova institucionalidade do jornalismo e dos jornalistas brasileiros.

A ação foi bem sucedida: recebemos 22 novas filiações, chegando ao final de 2019 com os 50 construtores almejados e recebendo filiações de outras regiões do Brasil, como Distrito Federal, Piauí, Rio de Janeiro e do interior de São Paulo.

Durante os anos de 2019 e 2020, a Diretoria da APJor teve como estratégia de atuação a promoção de rodas de conversa, a participação em eventos, debates e grupos de discussão para aumentar a visibilidade da APJor e difundir seus objetivos.

Em 2019, participamos de um número maior de eventos. Em 2020, com a pandemia, nosso trabalho se voltou para atividades de articulação de movimentos da categoria.  

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Em 2019

Participação em eventos:

  • CONGRESSO DE JORNALISMO AMBIENTAL organizado pela Agência de Jornalismo Envolverde, nos dias nove e 10 de agosto de 2019, na Unibes Cultural, em São Paulo. No dia nove de agosto, sexta, a APJor participou da mesa de ABERTURA com o presidente Fred Ghedini e no sábado, 10, na Roda de Conversa 4 “Profissão Jornalista” (com Fred Ghedini, Caru Schwingel e Celso Bacarji), e na Roda de Conversa 6: Onde estão as novas audiências do jornalismo?, com mediação da vice-presidente Caru A divulgação e registro das participações da APJor durante o evento contaram com o apoio voluntário do associado Rafael Gmeiner.
  • FESTIVAL 3i – Jornalismo Inovador, Inspirador e Independente, no período de 18 a 20 de outubro de 2019, no Rio de Janeiro. A vice-presidente Caru Schwingel fez uma apresentação sobre a APJor durante o evento. O associado Rafael Gmeiner elaborou flyer da APJor específico para o evento e divulgou as ações da APJor redes sociais. Foram contatados/convidados diretamente cerca de 200 jornalistas de todo o país. A proposta era convidar para o evento presencial do Dia do Jornalista, 7 de abril de 2020, que ocorreria em São Paulo.
  • ENCONTRO DE JORNALISTAS COM A ESTRATÉGIA NACIONAL DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA DO CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (Articulação de medidas de segurança e proteção para atuação profissional de comunicadores no país), dia 31 de outubro. Fred Ghedini representou a APJor.
  • ATO CONTRA A MP 905, em 14 de novembro, no Auditório Vladimir Herzog, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
  • SEMINÁRIO ORGANIZAÇÕES SOCIAIS E PROJETOS SOCIAIS, organizado por alunos do quinto semestre de Jornalismo da FIAM-FAAM, na noite do mesmo 14 de novembro. A APJor foi convidada por uma das alunas e Fred Ghedini participou do evento no Campus Ana Rosa.
  • SEMINÁRIO “REDE DE PROTEÇÃO AOS JORNALISTAS E COMUNICADORES”, nos dias 16 e 17 de dezembro de 2019. A APJor, como organização promotora, conforme divulgado no cartaz e folder do evento, foi representada por Fred Ghedini, Caru Schwingel e pela associada Adriana do Amaral.

Evento organizados para @s associad@s:

  • Oficina “Produção de conteúdos para a Internet”, ministrada pela vice-presidente, Caru Schwingel, para capacitar diretoria e associados a usar os recursos gratuitos na internet, com vistas a facilitar o trabalho remoto da Associação, bem como apresentar o WordPress. Exclusivo para o(a)s associado(a)s, dia 17 de agosto de 2019, sábado.
  • SEMINÁRIO INTERNO DA APJor: “Uma nova institucionalidade para o jornalismo e os jornalistas no Brasil”, no dia 7 de dezembro de 2019, em São Paulo/SP. Primeiro seminário da Associação com vistas a discutir um modelo/proposta para o conselho profissional e/ou de jornalismo. Foram elaborados textos de base que foram enviados aos associados, apresentados e discutidos no Seminário.

Projetos e ações:

  • Reformulação do site da APJor – Importante projeto teve início em 2019: a reformulação do site da APJor, sob coordenação do diretor de comunicação Celso Bacarji e do associado Rafael Gmeiner, que elaboraram a estrutura, o layout e os tópicos do novo site. A contratação da agência responsável ficou a cargo da diretora administrativa, Mara Ribeiro.
  • Campanha colaborativa para pagamento do site – de outubro de 2019, a fevereiro de 2020, os associados se envolveram na campanha para pagamento das parcelas para a agência Zuga, contratada para realizar a customização do sistema para o novo site.

As RODAS DE CONVERSA, iniciadas em 2017, prosseguiram em 2019, com os temas:

  • A Toga e a Censura no Brasil”, em 29 de abril de 2019, com o Coletivo Mulheres com Direito. Importante ação que levou advogadas e um desembargador a discutirem o conselho, a APjor e o jornalismo.
  • Deserto de Notícia: caminhos possíveis para o jornalismo local chegar, vivo e vibrante, aos municípios onde ele não está presente”, em 17 de junho de 2019, com Sérgio Spagnuolo, Dal Marcondes e o professor Francisco Belda. Mediação de Caru Schwingel. Evento realizado no auditório Vladimir Herzog, como proposta de buscar parcerias para a APJor.
  • RODA DE CONVERSA: “Os conselhos Profissionais e o Jornalismo – debatendo uma nova institucionalidade para a profissão de jornalista no Brasil”, no dia 9 de outubro de 2019, com Ana Bock e Maria da Graça M. Gonçalves, do Conselho Federal de Psicologia, em São Paulo/SP. Evento que dava continuidade à estratégia da diretoria e associados conhecerem os demais conselhos de profissionais liberais e autônomos. Foi gravada e transmitida via redes sociais pelo diretor de comunicação, Celso Bacarji.

ENCONTROS/VISITAS:

  • Café com a APJor no SP Lovers, em 28 de fevereiro, em São Paulo. Bate-papo sobre a profissão e a APJor, com apresentação de Fred Ghedini e Mara Ribeiro para um grupo de quatro jornalistas e um relações-públicas.
  • Lançamento, em 16 de abril, do livro Do palácio ao bordel: Crônicas de um jornalista brasileiro em Londres, do associado Antônio Carlos Seidl, COM APOIO DA APJOR. No Tubaína Bar, em São Paulo.
  • Visita à Superintendência de Comunicação Social da USP, em 16 de setembro. Presentes pela APJor: Fred Ghedini, Cristina Spera, Rafael Gmeiner, Antônio Graça, Marlene Silva e Mara Ribeiro.

Outras atividades de formação oferecidas em 2019:

  • Curso Instagram e LinkedIn, em 16 de fevereiro, com Mateus Camilo (Folha de S. Paulo). Participação de 13 pessoas no Espaço AGS4 Offices, em São Paulo/SP.
  • Palestra: Orgânicos, o florescer de uma cultura no campo das oportunidades, em 13 de julho, com o jornalista Daízio Ferreira, na Escola Perestroika/Vila Madalena/São Paulo.

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Em 2020

Durante o ano de 2020, os eventos presenciais que estavam previstos (Seminário APJor em 07 de abril, em julho e setembro) foram adaptados ao formato digital e às necessidades compreendidas pela Diretoria da Associação. Destacamos algumas ações: 1) o lançamento do novo site da APJor, sob coordenação do Diretor de Comunicação Celso Bacarji, que mantém trabalho permanente na produção de conteúdo qualificado. 2) O Boteco Virtual da APJor etílico e festivo, proposto pela Diretora Administrativa Financeira, Mara Ribeiro. 3) A produção e trabalho da equipe do programa em vídeo via redes sociais Boteco APJor, idealizado por Cecília Queiroz. 4) Realização de evento on-line no Dia do Jornalista, 07 de abril, com importantes convidados. 5) Realização do Seminário Interno da APJor, no dia 05 de dezembro, que representa avanço significativo na compreensão do papel da APJor na construção de um conselho para os associados.

Apesar da pandemia, que paralisou serviços, apresentações e outras atividades, a APJor realizou com sucesso diversas atividades:

  • RODA DE CONVERSA sobre a Agência Mural de Jornalismo das Periferias, com Anderson Meneses, diretor da Agência, em 12 de março de 2020, com a presença de 17 pessoas, sendo nove associado(a)s. O evento aconteceu de forma presencial no auditório do Barão de Itararé, no centro de São Paulo.
  • PLENÁRIA DE 4 DE ABRIL COM ASSOCIADO(A)S DA APJor – com a presença de 18 associados (Moacir Jose, Medeiros Neto, Franklin Valverde, Fred Ghedini, Celso Bacarji, Fábio Ramalho, Caru Schwingel, Cecília Queiroz, Janes Rocha, Márcia Marques, Leda Beck, Ana Vasconcelos, Fábio Soares, Gisele Neuls, Luiz Roberto Serrano, Darlene Menconi, Flávio Carrança e Cibele Buoro), tratou do lançamento do novo site, da manifestação unitária de 7 de abril, do Encontro APJor 2020, que virou o Seminário Interno de 5 de dezembro, de Parcerias Estratégicas, da área de formação, do projeto do curso com a UnB (com os associados Márcia Marques e Medeiros Neto) e das áreas administrativas e financeiras da entidade. 
  • ATO VIRTUAL DO DIA DO JORNALISTA, 7 de abril de 2020, transmitido via canal YouTube da APJor, com a participação de diversos representantes das principais instituições de jornalismo/jornalistas: FENAJ, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, ABI e outras. O evento foi amplamente divulgado, inclusive com chamadas em vídeo de vários profissionais, como Patrícia Campos Mello (repórter da Folha de S. Paulo), Juca Kfouri, Luís Nassif (Jornal GGN), Paulo Jerônimo (Pagê, presidente da ABI), Vereador Eliseu Gabriel (PSB-SP), Alexandre Santos (Cachoeira Paulista/SP), Marcelo Bronosky (presidente da ABEJ – Associação Brasileira do Ensino de Jornalismo) e Caru Schwingel (vice-presidente da APJor), entre outros. O Canal da APJor recebeu mais de 300 inscritos para o evento. A coordenação do evento ficou com Celso Bacarji e Rafael Gmeiner, que trabalharam na divulgação e artes. O ato teve a invasão de um grupo de vândalos digitais. Em que pese a interrupção antes do final, foi importante atividade lembrando que o Dia do Jornalista é um dia de luta pela liberdade da profissão, contra a censura e agressões feitas a jornalistas. Nesse momento de Brasil, feitas especificamente pelo atual presidente da República e seus seguidores.
  • SEMINÁRIO INTERNO APJor 2020 – Com a participação de 34 associados, o Seminário Interno de 2020 representou grande avanço para a APJor. No primeiro segmento, o presidente Fred Ghedini expôs sobre a história da luta por um conselho e apresentou propostas de continuidade. No segundo, o conselheiro e secretário-executivo da entidade, Dal Marcondes, falou sobre o papel da APJor. Textos com fundamentos para a discussão haviam sido enviados aos associados antes do seminário. Foi feita gravação e relatório do seminário e a proposta é transformá-lo em um livro.

PROJETOS

  • SITE DA APJor – Com a coordenação do Diretor de Comunicação, Celso Bacarji, a equipe, composta pelos associados Leda Beck, Antônio Graça, Cibele Bouro, Adriana do Amaral, Fred Ghedini, Fabio Soares e Everaldo Gouveia procedeu a migração do site e a produção de novos textos, inclusive resenhas de livros e matérias e relevância para jornalistas e o jornalismo.
  • BOTECO VIRTUAL DA APJor – Na impossibilidade de encontros presenciais e para não interromper a série de reuniões que a APJor promovia periodicamente com o(a)s associado(a)s, a diretora Mara Ribeiro implementou o BOTECO VIRTUAL DA APJor. A partir de julho e em toda última sexta-feira de cada mês até a confraternização de 18 de dezembro, o Boteco Virtual celebrou os aniversariantes do mês com bate-papo, bebidas, poemas e, em algumas edições, com música “ao vivo”, proporcionada pelo associado Samuel Pantoja (SC).
  • BOTECO APJor – Desde o Boteco Virtual da APJor, Cecília Queiroz aventou a possibilidade de se criar o BOTECO APJor, um programa em vídeo no canal da APJor no YouTube, com direção geral da idealizadora, direção técnica de Fabio Soares e apresentação de Leda Beck. Também estão na equipe Celso Bacarji (identidade visual) e Mara Ribeiro a vice-presidente da APJor, Caru Schwingel como convidada especial, e a décima edição do programa, foi no dia 4 de março de 2021, com a associada Márcia Marques, professora de jornalismo digital da Universidade de Brasília. Já foram entrevistados o presidente Fred Ghedini; o diretor-suplente Celso Bacarji; a diretora administrativa Mara Ribeiro; e o secretário executivo Dal Marcondes. Também foram entrevistados os não associados Bob Fernandes, Montezuma Cruz e Luís Nassif. Houve um programa especial com vários participantes para fazer um balanço dos resultados do Seminário Interno de 5 de dezembro. O Boteco APJor vai ao ar a cada duas semana, às quintas-feiras, às 16h. Para a produção das entrevistas, foi contratado o programa StreamYard, ferramenta que emula um estúdio de vídeo e deixa as entrevistas mais profissionais. (assessoria de imprensa). A primeira edição aconteceu em 19 de novembro de 2020, com

AÇÕES:

  • Pesquisa online encaminhada a tod@s os associad@s com o objetivo de levantar expectativas de âmbito formativo e informativo e identificar possíveis atividades que a APJor deverá desenvolver para atender os interesses d@s associad@s.
  • Retorno do Notícias da APJor, com novo layout desenvolvido por Celso Bacarji e com a colaboração de toda a diretoria.
  • Em abril de 2020 foi criada a SECRETARIA EXECUTIVA da APJor com a ideia de desenvolver projetos e ações que tragam, entre outros objetivos, sustentação financeira para a associação. A princípio, a coordenação dessa secretaria ficou a cargo de Dal Marcondes, com a colaboração da Marlene Silva. A proposta é que seja autossustentável, com profissionais remunerados.
  • Seis novas filiações, com colegas de Santa Catarina, Portugal, Rio de Janeiro, Santos/SP e Campinas/SP.

Em 2021

  • SUPORTE DE ASSESSORIA DE IMPRENSA – a diretora Mara Ribeiro, além da divulgação para os programas do Boteco APJor, deixou disponível a estrutura de sua empresa e ferramentas de assessoria de imprensa sempre que a oportunidade permitir.
  • GRUPO DE TRABALHO DE REDES SOCIAIS – em fevereiro de 2021, foi criado o grupo de trabalho de Redes Sociais da APJor. Com a presença de sete associados, em reuniões semanais, visa elaborar estratégia para a utilização das redes sociais da APJor.


ASSOCIADOS: 

Em dezembro de 2020: 57 associados, sendo 56 ativos (h = 29 / m = 27) e Milton Bellintani (in memoriam).

Filiações de 2017 a 2020:

Seis filiações em 2020; 22 filiações em 2019; 15 filiações em 2018; 15 filiações em 2017.

Desligamento:  um desligamento em 2019, a pedido da associada.

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A receita da APJor conta, por enquanto, somente com as renovações das anuidades dos associados e novas filiações.

As despesas são com o contador, que prepara o balancete e documentos ligados aos órgãos públicos; com as taxas bancárias; com a hospedagem do site na Locaweb (cobrada anualmente); com a comissão à Marlene Silva sobre as renovações e filiações; e com a locação de salas para reuniões e outros eventos. Em 2020 mudamos nossa conta bancária do Itaú para o Sicredi, cujas taxas de serviço são menores.

Os projetos para captação de recursos para os próximos anos estão sendo preparados por uma equipe voluntária.

ENTRADAS – 2019/2020

NOVAS FILIAÇÕES

5.570,70

RENOVAÇÕES 2019/2020 e 2020/2021

7.920,70

CURSOS/PALESTRAS

1.983,37

DOAÇÕES PARA O SITE

780,00

FILIAÇÕES/RENOVAÇÕES PAGAS EM PARCELAS (2018)

440,00

OUTRAS DOAÇÕES

350,00

RENDIMENTOS FINANCEIROS

23,36

TOTAL

17.068,13

SAÍDAS – 2019/2020 

CONTADOR 

5.862,50

PAGAMENTO MARLENE SILVA, SECRETARIA/ADM APJor

2.560,00

CRIAÇÃO DO SITE – ZUGA

2.149,50

DESPESAS – CURSO/PALESTRA/RODA DE CONVERSA

1.802,20

TARIFA CESTA DE SERVIÇOS BANCOS – ITAU E SICREDI

2.096,50

LOCAÇÃO DE SALAS PARA REUNIÕES/EVENTOS/RODAS DE CONVERSA

1.220,00

SERVIÇOS – HOSPEDAGEM LOCAWEB 2019/2020

783,55 

DESPESAS – SEMINÁRIO E CONFRATERNIZAÇÃO 07/12/2019

352,41

OUTRAS TARIFAS BANCÁRIAS

194,56 

MANUTENÇÃO SITE – ZUGA

80,00

RENOVAÇÃO – REGISTROBR – DOMÍNIO SITE

76,00

DESPESAS – ASSEMBLEIA GERAL 23/03/2019

77,80

 

17.255,02

 

 

RESUMO

 

SALDO ANTERIOR (1º JAN/2019 – ITAÚ)

301,16

(+) TOTAL DE ENTRADAS

17.068,13

TOTAL

17.369,29

(-) TOTAL DE SAÍDAS

17.255,02

RESULTADO FINAL em 31/12/2020

114,27

 

 

Direção da APJor 2019-2020

DIRETORIA

Fred Ghedini (presidente)

Caru Schwingel (vice-presidente)

Mara Ribeiro (diretora administrativa-financeira)

Celso Bacarji (diretor-suplente);

Ralph Peter (diretor-suplente).

CONSELHO FISCALIZADOR DA GESTÃO

Dal Marcondes

Everaldo Gouveia

Pedro Nastri

Mônica Paula (suplente)

Secretaria Executiva

Dal Marcondes

Secretaria geral

Marlene Silva

Relatorio Gestão – versão PDF

A conjuntura entre os jornalistas brasileiros

Uma visão apjoriana

A APJor é uma organização que nasceu do movimento Jornalistas Pró-Conselho. Traz, daí, um raiz que está em abril de 2013 quando um grupo de 6 jornalistas se reuniu para estabelecer a necessidade da retomada do debate sobre o conselho profissional de jornalistas no Brasil e deu origem, então, ao próprio Movimento Jornalistas Pró-Conselho.

Tem sido um tempo de muita militância e conquistas. Hoje, temos uma associação com 58 filiados e um clareza maior sobre o caminho a seguir. Sempre buscando a retomada do debate público sobre o conselho. Hoje, ainda, por conta das muitas andanças e aprendizados, debatemos se será um conselho profissional (como está no nosso Estatuto), ou um conselho de jornalismo, que é mais amplo e que não pode deixar de ter, dentro de si, as funções do conselho profissional.

Feito este breve resumo de uma história – que não é mais tão pequena -, lembremos um pouco os fatos da história recente do nosso país.

Foi também em julho de 2013, após as enormes manifestações de rua realizadas na ocasião, que teve início algo novo aqui no Brasil que pode ser identificado com a organização rearticulação política da extrema-direita.

Intensificaram-se no Brasil os ataques aos jornalistas e ao jornalismo, refletindo um fenômeno visível por todo o mundo. Atacar a imprensa e seus profissionais é parte essencial do projeto de extrema-direita que gerou a chamada indústria global da mentira, instrumento essencial para tirar o Reino Unido da União Europeia e eleger autocratas como Trump, Orbán, Duterte, Salvini e Bolsonaro, entre outros.

Mesmo assim, 2021 aparece como uma oportunidade de fortalecimento da articulação das forças democráticas em vários segmentos, o que certamente inclui os jornalistas. Surgem novos espaços para buscar autonomia frente às forças que sempre mantiveram esses profissionais pressionados, muitas vezes inconscientes de seu papel como trabalhadores intelectuais e autores. Senão, vejamos.

Por um lado, em 2019 a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) saiu do limbo com a eleição de uma nova diretoria executiva e de uma terça parte do Conselho Deliberativo –  principal instância depois da assembleia geral dos sócios (outro terço foi eleito, com atraso, em dezembro de 2020 e o último terço renovador será eleito em abril próximo). Desde 2019, a ABI tem-se mantido fiel à sua centenária história de luta pelas liberdades e pelo jornalismo.

O dado novo e positivo de uma conjuntura de crescente mobilização – apesar e em grande parte por conta da própria pandemia e da atuação nefasta do governo – ampliou as possibilidades da (APJor) para articular movimentos de jornalistas. Nós já vínhamos ensaiando essa articulação desde o início, seja nas tentativas de realizar o 7 de abril unitário, seja na participação em iniciativas como a REDE DE PROTEÇÃO A JORNALISTAS E COMUNICADORES, esta sob a coordenação do Instituto Vladimir Herzog (IVH). Neste momento, a APJor também participa de outros dois movimentos, o CONTEÚDO JORNALÍSTICO TEM VALOR e o JORNALISTAS CONTRA O ASSÉDIO JUDICIAL.

Por outro lado, o contexto do jornalismo mudou muito com a chegada das megacorporações multinacionais de tecnologia, donas das redes sociais e dos buscadores. Monopolistas, elas passaram a açabarcar parte substancial do mercado publicitário, aproveitando uma mudança nas relações econômicas, sociais e culturais que protagonizam. No Brasil, como alhures, houve uma perda de poder das mídias tradicionais, pertencentes às famílias proprietárias dos principais veículos jornalísticos, e uma drástica degradação do mercado de trabalho para os próprios jornalistas, que já não andava bem.

A mudança das relações econômicas e culturais, na sociedade como um todo e no ecossistema jornalístico, transformou boa parte dos profissionais da imprensa em trabalhadores autônomos, por meio de blogs e sites ou como produtores de conteúdo jornalístico para os veículos tradicionais. O surgimento de dezenas de iniciativas dos próprios jornalistas, algumas já com o formato de empresas, ainda não conta com modelos consistentes de receita, que permitam a esses projetos superar as enormes incertezas à frente.

No entanto, há algo que não pode passar desapercebido. É provável que a grande maioria dessas novas mídias verdadeiramente jornalísticas, assim como as iniciativas individuais de jornalistas que respeitam os princípios éticos da profissão, sejam parceiros da APJor na luta por um jornalismo ético e plural.

Esse elemento da conjuntura nos dá ainda mais ânimo e fôlego para pensar nossa atividade de inteligência (pesquisa, estudos, análises e elaboração de cenários e propostas) e de articulação, como parte importante de novas andanças do jornalismo por terras ainda a serem exploradas (apenas a título de exemplo: se surgisse uma associação dessas pequenas empresas e iniciativas de jornalistas, teríamos um forte aliado nas lutas de interesse dos jornalistas profissionais).

Atuando isoladamente – quando não houver outra possibilidade –, ou em conjunto com as demais organizações dos jornalistas (existem talvez duas dezenas delas, com diferentes finalidades e estruturas), temos um futuro promissor à frente. Muitos colegas têm seus próprios veículos jornalísticos, em blogs, sites e até mesmo empresas, como Nexo, A Pública, Marco Zero (Recife), Sul 21 (Porto Alegre), Meio (RJ) etc. São muitas iniciativas por todo o país. Há, ainda, centenas – ou talvez milhares – de blogs, sites e outros pequeníssimos veículos jornalísticos pessoas ou de duas pessoas.

Precisamos trabalhar na busca de soluções que permitam sua sobrevivência financeira, a médio e longo prazos, junto com esse novo conjunto de iniciativas jornalísticas. Não que nós tenhamos qualquer ilusão de dar conta desses problemas e resolvê-los. Contudo, participar da busca de soluções, é imperativo. Do contrário, como podemos dizer aos jornalistas que estamos junto?

Podemos atuar no estudo das soluções encontradas, aqui e em outros países, na catalogação e descrição das soluções encontrados, preparando cartilhas e outros materiais, participando de movimentos como o CONTEÚDO JORNALÍSTICO TEM VALOR. E, em tudo o que fizermos, tendo sempre em mente a necessidade de debater a organização conjunta, a unidade das organizações (vem então a proposta de um Fórum comum das organizações dos jornalistas),  e para podemos apontar o caminho e dizer: “olha, nós fazemos o possível, junto com as organizações existentes de jornalistas. Mas, quando tivermos um conselho, nossas chances de vitória serão bem maiores”!

É para esse tipo de atuação que nossa existência é essencial. Uma organização de inteligência e articulação, como nós somos. Só a APJor concentra essa consciência hoje: inteligência, articulação e, importantíssimo, um papel educativo em relação aos nossos colegas e a suas próprias organizações.

Ainda somos uma organização pequena, relativamente nova e ambiciosa. Buscamos uma participação ativa na modelagem do futuro do jornalismo brasileiro. É o que transparece do programa de trabalho que a chapa APJor Nacional assume.

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Propostas para a direção da APJor

no biênio 2021-2022

  1. CONTINUAR E APROFUNDAR NOSSA ATUAÇÃO PELA RETOMADA PÚBLICA DO DEBATE SOBRE O CONSELHO (PROFISSIONAL OU DE JORNALISMO);

 

  1. NACIONALIZAR A APJor

Nacionalizar a entidade, mediante filiações de jornalistas em outras partes do país, com o foco em colegas que possam contribuir com o debate sobre a questão do conselho, para o entendimento das mudanças no jornalismo e na profissão e/ou que tenham capacidade de articulação dos jornalistas, seja nacional ou regionalmente (ver meta de crescimento na pág. 9);

  1. ARTICULAÇÃO
    1. Buscar envolver as duas dezenas de entidades de jornalistas num foro que as articule, tendo a questão do conselho e da regulamentação da profissão como prioridade nas questões a serem enfrentadas;
    2. Articular os professores de Jornalismo associados à APJor para implementar propostas que abram a estudantes de jornalismo a possibilidade de participação na APJor;
    3. Intensificar o engajamento de associados no debate sobre a questão do conselho, em primeiro lugar, e também nos três movimentos em que a APJor tem participado e que têm, todos, íntima relação com a própria existência de um conselho (da profissão ou de jornalismo):

c.1 Rede de Proteção a Jornalistas e Comunicadores;

c.2 Conteúdo jornalístico tem valor

c.3 Jornalistas contra o assédio judicial

  1. INTELIGÊNCIA
    1. Implementar a proposta de um Boletim de inteligência, lembrando sempre que nele, o debate sobre o conselho profissional deve estar presente ao longo de suas edições;
    2. Criar o projeto piloto do Diretório de jornalistas brasileiros (uma iniciativa que serve como piloto para os próprios jornalistas entenderem a importância de ter uma organização que seja referência para a sociedade sobre quem é e quem não é jornalista, ou seja, a questão do conselho profissional ou de jornalismo)
    3. Desenvolver e implantar o projeto de uma linha de pesquisa denominada Topografias do jornalismo brasileiro – conhecer nosso jornalismo e nossos jornalistas é básico para interver na direção da implantação do conselho profissional (ou de jornalismo)
  1. PROJETOS 
    1. Concluir os seguintes projetos especificamente para a obtenção de financiamento:
  • Administração/Gestão da APJor (ver item 5)
  • Site da APJor
  • Programa de TV Boteco da APJor (StreamYard)
  • Presença da APJor nas redes sociais
  • Boletim de Inteligência (ver item c.1)
  • Um diretório dos jornalistas brasileiros com três metodologias, aplicadas harmonicamente: autodeclaração e/ou entrevista; software de reputação; e método jornalístico de apuração-checagem. Projeto pode ser feito em parceria com o Jornalistas & Cia., com quem já foi iniciada uma conversa;
  • A pesquisa Topografias do Jornalismo Brasileiro; continuar as conversas com a SBPJOR e lançar, ainda no primeiro semestre, um edital interno para selecionar jornalistas interessados nas pesquisas que caberiam dentro do projeto.
    1. Retomar o Notícias da APJor, como forma de informar permanentemente o conjunto dos associados, vinculado ao projeto do site + redes sociais;
  1. Concluído o relatório do 5 de dezembro, pautar um livro sobre o debate do conselho. Será o nosso primeiro livro;
  2. Retomar nossas rodas de conversa, mesmo que no ambiente virtual, debatendo o conselho e outros temas de interesse dos jornalistas e da APJor;
  3. Retomar a articulação com os professores associados à APJor para colocar de pé as propostas que possam ser de responsabilidade deles, desde que se organizem para tal (retomada do Foco nos Focas e parcerias com as IES para a participação dos estudantes nos eventos da APJor, entre outras propostas e ideias que podem ser implementadas)
  4. ADMINISTRAÇÃO/GESTÃO
  5. Renegociar o contrato com o contador (ou conseguir um outro que esteja mais de acordo com nossa receita – estamos gastando 34% de tudo o que conseguimos com este único item
  6. Regularizar as reuniões de diretoria e suas atas;
  7. Manter, no site, um espaço de informação permanente das atividades da APJor (para prestação de contas e engajamento dos associados e de não-associados);
  8. Regularizar a prestação de contas semestral, como está no Estatuto;
  9. Adotar, na direção, a prática permanente do debate sobre as articulações da APJor;
  10. Manter o grupo de direção no WhatsApp, de tal forma que tenhamos sempre, além dos diretores e conselheiros, um grupo de militância envolvido nas nossas atividades;
  11. Rediscutir a proposta de uma secretaria executiva;
  12. Organizar um mailing da APJor contendo jornalistas e pessoas dos mais variados segmentos da sociedade e representantes de instituições e movimentos com quem é importante os jornalistas aprofundarem seus laços.

Plano financeiro

A proposta do nosso planejamento financeiro está sendo feita na nossa principal (e praticamente única) “moeda” no momento, que é a anuidade do associado, descontada a comissão para pagar a secretaria (R$ 140, equivalentes aos R$ 200,00 menos 30% da secretaria).

A título de exemplo, o impulsionamento do programa de TV envolveria 6,8 anuidades de associados (R$ 50,00 por programa, no FB até o final do ano). Já o contador, tem um custo anual de 21 anuidades enquanto os custos bancários consomem 4,3 anuidades. 

 Os números no planejamento

financeiro para 2021

(em anuidades de associados menos o % para a secretaria)

Especificação

Anuidades

CONTADOR

21,0  39,1%

TARIFA CESTA DE SERVIÇOS BANCO SICREDI

4,3        8%

LOCAÇÃO DE SALAS PARA REUNIÕES/EVENTOS/ETC.

-x-

HOSPEDAGEM LOCAWEB 2019/2020

2,8       5% 

DESPESAS – SEMINÁRIO E CONFRATERNIZAÇÃO EM 07/12/2019

2,5     4,6%  

OUTRAS TARIFAS BANCÁRIAS

1,5     2,8% 

Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos – TFE (Prefeitura de S. Paulo)

1,3     2,5%

BOTECO DA APJor (publicidade no programa de TV pelo Streeam Yard)

6,8    12,6%  

MANUTENÇÃO SITE

5,7   10,6%

RENOVAÇÃO – REGISTRO.BR – DOMÍNIO SITE

1,0      1,8%

Outros gastos não previstos (15% da soma até aqui)

7,0       13%      

TOTAL

53,7   100%

Atualmente, somos 57 associados. Propomos a meta de 90 até o final de 2021. Com uma quebra de 15% (associados que não conseguem pagar a anuidade), podemos trabalhar com a possibilidade de 76 anuidades recebidas e uma reserva em caixa equivalente a 22 anuidades no final de 2021. O suficiente para darmos início a um novo projeto, enquanto buscamos outras formas de financiamento.

Quanto a 2022, pode-se dizer que é difícil fazer um planejamento neste momento. Mesmo porque pretendemos, ao longo deste ano, obter algum apoio financeiro e patrocínio para algumas de nossas iniciativas. Por enquanto, o planejamento financeiro de 2022 pode ser uma réplica de 2021. Com uma direção e associados envolvidos nos projetos que apresentamos aqui, podemos pensar em chegar ao final de 2022 com 150 associados.  

______________

 

Chapa APJor Nacional

2021-2022

 

DIRETORIA

Fred Ghedini – presidente

 Leda Beck – vice-presidente

 Mara Ribeiro – diretora administrativa-financeira

Cristina Spera – diretora-suplente

Fábio Soares – diretor-suplente.

  

CONSELHO FISCALIZADOR DA GESTÃO

Dal Marcondes, Caru Schwingel, Pedro Nastri.

Suplente: Everaldo Gouveia.

Plano Bianual de Trabalho 2021-Versão PDF

O presidente da Associação Profissão Jornalista (APJor), Frederico Barbosa Ghedini, no uso das atribuições que lhe confere o Estatuto Social da Entidade, convoca a todos os associados em condições de voto a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, no dia 13 de março de 2021, em ambiente virtual, com acesso por link do Zoom que será previamente informado aos associados por e-mail, às 14 horas em primeira convocação, com a presença mínima de 50% mais um dos associados em condições de voto, ou em segunda convocação, às 14h15 minutos, com qualquer número de associados em condições de voto, para a seguinte ordem do dia:

  • Apresentação, discussão e votação do Relatório dos exercícios de 2019 e 2020 contendo atividades realizadas, gestão e demonstrativo financeiro do período;
  • Apresentação, discussão e votação do Plano Bianual de Trabalho, Gestão e Orçamento para o biênio 2021-2022, apresentado pelas chapas concorrentes à eleição da Diretoria e do Conselho Fiscalizador de Gestão;
  • Apresentação e votação das chapas candidatas à Diretoria e ao Conselho Fiscalizador da Gestão;
  • Apuração, declaração do resultado e posse da Diretoria e do Conselho Fiscalizador de Gestão eleitos na Assembleia Geral Ordinária; e
  • Informes e assuntos gerais.

São Paulo, 13 de fevereiro de 2021

Frederico Barbosa Ghedini – Presidente

Nota de solidariedade ao jornalista Luís Nassif

Senhores juízes, parem de censurar a imprensa no Brasil

A APJor se solidariza com o jornalista Luís Nassif, do site GGN, que vem sendo alvo de censura por meio de decisões judiciais que obrigam o site a retirar do ar matérias de denúncias contra o Banco BTG Pactual em contrato com o poder público. A censura é expressamente proibida na Constituição brasileira. Não podemos aceitar que juízes sejam censores. A eles cabe aplicar e defender a Constituição, não agredi-la.

S. Paulo, 31/08/2020

Diretoria da Associação Profissão Jornalista – APJor

Direito à vida e à liberdade de expressão antes de tudo!

As manifestações de intolerância continuam a fazer vítimas no jornalismo brasileiro. Recrudescem os ataques à liberdade de imprensa, à livre manifestação de pensamento, ao direito de crítica.

O The Intercept Brasil e sua equipe de jornalismo passaram a sofrer ataques após revelar diálogos de autoridades envolvidas na operação Lava Jato. O principal ataque partiu do ministro da Justiça, Sérgio Moro, um dos citados nos diálogos.

Alegando que as redações estão cheias de ideologia comunista, um empresário catarinense – anunciante do SBT e amigo do presidente Jair Bolsonaro – pediu a demissão da jornalista Raquel Sherazade, depois que ela mudou seu posicionamento político sobre a Lava Jato.

O jornalista Paulo Henrique Amorim, outro crítico da Lava Jato e do Governo Jair Bolsonaro, foi afastado da apresentação do programa Domingo Espetacular, da TV Record, posto que ocupava há 13 anos, ao que parece após pressão do presidente da República e seus aliados sobre a emissora.

Sobrou até para o historiador Marco Antônio Villa que, tendo sido crítico insistente dos governos anteriores, agora foi afastado do programa que apresentava e depois deixou a Jovem Pan, por suas críticas a Bolsonaro e a seu governo.

No entanto, o mais triste, os mais violentos foram os assassinatos de dois jornalistas em Maricá, no Estado do Rio, na esteira de outros assassinatos de jornalistas e comunicadores que vêm sendo cometidos no país. Foram quatro somente no ano passado.

Não há, nem pode haver, justificativa para tais atos de barbárie!

O direito à vida é o primeiro direito civilizacional a ser defendido por todos, de um extremo ao outro do espectro político. O jornalismo existe, também, para defendê-lo. Vemos com espanto e indignação esses atos de barbárie se alastrando pelo país, sem que as autoridades se empenhem efetivamente para buscar os culpados!

A APJor considera esses episódios – todos eles – como ataques ao jornalismo. São claras tentativas de censurar a imprensa e constranger os profissionais.

É tempo, também, de os próprios jornalistas e demais comunicadores se articularem na criação da sua rede de autoproteção. Devemos fazer todo o possível para que atos da natureza dos aqui descritos não se repitam.

Acreditamos que o papel do jornalismo é, em primeiro lugar, fiscalizar a ação dos governantes e dos poderosos e divulgar os fatos a que teve acesso, doa a quem doer. Não há como deixar de ser crítico.

A APJor repudia esses ataques como atos de censura e defende a liberdade de expressão de forma ampla.

Abaixo a censura e toda a forma de perseguição a jornalistas!

Que as autoridades cumpram sua obrigação de investigar, identificar e punir os assassinos de jornalistas e comunicadores!

Viva a liberdade!

São Paulo, 26 de junho de 2019

Publicado originalmente no site da APJor em 1º de julho de 2019
1.650 acessos até 8/5/2020

APJor repudia agressão de Augusto Nunes a Glenn Greenwald

Desde quando foi criada, em outubro de 2016, a Associação Profissão Jornalista (APJor) tem insistido para que os jornalistas não contribuam, direta ou indiretamente, para ações que possam ampliar as ondas de ódio geradas por manifestações destemperadas em nossa sociedade.

Nós, jornalistas, precisamos manter fundamentalmente uma postura ética: defendemos a divulgação da verdade, o direito à vida e os demais direitos humanos, ou seja, os avanços civilizatórios citados no Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.

É exatamente por isso que repudiamos o lamentável episódio que envolveu, hoje, dois jornalistas célebres: Augusto Nunes, da Record TV e do R7, e Glenn Greenwald, do Intecept Brasil, no estúdio da rádio Jovem Pan em São Paulo, durante o programa Pânico. Depois de insultar Greenwald e sua família —tratou-o como alguém que trabalha com “material roubado” e desrespeitou seus cuidados com os filhos—, Nunes foi chamado de “covarde” pelo interlocutor e reagiu imediatamente com bofetadas.

Manifestamos a mais absoluta solidariedade ao jornalista do The Intercept Brasil e repudiamos a reação destemperada de Augusto Nunes. A APJor também chama a atenção para o fato de que os jornalistas responsáveis pelo programa, numa terrível falha ética, não avisaram previamente Glenn Greenwald da presença de Augusto Nunes, medida que teria certamente evitado o incidente.

Jornalismo é ética. Sem ética pessoal e profissional, não há Jornalismo!

São Paulo, 7 de novembro de 2019.

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